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Planejamento·6 min de leitura

Holding familiar vale a pena? Depende de três números

Estrutura societária não é solução universal. Veja quando o custo se paga e quando não se paga.

Holding virou palavra da moda, e com ela vieram promessas exageradas. Vale a pena separar o que é benefício real do que é argumento de venda.

O primeiro número é o valor do patrimônio a ser transmitido. O custo de um inventário judicial no Brasil orbita entre 10% e 20% do espólio somando ITCMD, custas e honorários. A holding não elimina o ITCMD, mas permite planejá-lo e antecipá-lo em condições geralmente melhores.

O segundo é a renda de aluguéis. Na pessoa física, aluguel entra na tabela progressiva e pode chegar a 27,5%. Em uma holding com atividade imobiliária no Lucro Presumido, a carga efetiva costuma ficar bem abaixo disso — mas isso exige volume para compensar o custo de manutenção da estrutura.

O terceiro é o custo anual da estrutura: contabilidade, obrigações acessórias e eventuais taxas. Se a economia projetada não cobrir esse custo com folga, a holding é um passivo, não um ativo.

Fazemos o estudo com esses três números antes de qualquer recomendação. Quando não fecha, dizemos que não fecha — é mais barato para todo mundo.

Quer essa análise aplicada à sua empresa?

Fazemos o diagnóstico inicial sem custo e mostramos o número do seu caso.

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